“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.”
(Romanos 3.23,24)
Paulo inicia, no capítulo 3, uma série de argumentações com um interlocutor imaginário.
Paulo se questiona se a circuncisão não teria valor algum (v.12), considerando o exposto no
capítulo 2, e afirma que não, pois ela teve seu lugar na história. A infidelidade de algumas
pessoas do povo judeu não invalidava o fato de que eles haviam sido o povo escolhido por
Deus (v. 3,4; Gn 12.1-3).
É fácil perceber que a nossa justiça, ou nossa forma pecaminosa de viver, ressalta a justiça
divina, mostrando o valor eterno e maravilhoso dos seus ensinamentos. Contudo, alguns
teriam questionado Paulo de que o mal, neste sentido, realçaria a bondade divina. Paulo,
porém, rechaça tal visão, demonstrando que tais pessoas vivem em condenação e que
merecem, por não terem uma atitude real de arrependimento.
Tendo vencido a temática da justiça divina, Paulo aborda um dos cernes da controvérsia
judaica na igreja, que seria uma possível vantagem, ou superioridade, dos judeus
convertidos sobre os gentios por terem recebido e obedecido à Lei do Senhor em sua
prática religiosa anterior (v.9). Paulo, porém, também descarta esta visão, citando vários
textos do Antigo Testamento para notar que não há justos debaixo do céu.
O objetivo da Lei era revelar o padrão divino de conduta e tornar o homem consciente do
que é o pecado (v.20), mas a lei, por si própria, não transformava corações, não mudava
atitudes. Ela apenas gerava comportamento mecânico, ritualista. Você pecava e pagava
sua pena com a devida oferta.
Esta visão serve também para hoje. Muitas pessoas estão sentadas nos bancos de nossas
igrejas não por vontade genuína de adorar a Deus e louvá-lo por ter enviado seu Filho para
nos salvar, mas, sim, como uma obrigação eclesiástica. Tais pessoas creem que a salvação
está atrelada à frequência aos cultos, participação em grupos de oração e etc. A verdade,
porém, é que a vida cristã se baseia em princípios muito mais simples.
Após igualar a todos os cristãos, de origem judaica e gentílica, mostrando que todos são
pecadores, Paulo faz a afirmação que seria o centro de todo o seu ministério apostólico e
nortearia os seus escritos (v.22-24), são eles:
- Destituídos da glória de Deus: O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus,
parecendo-se com o Criador em forma e essência. Quando caiu, perdeu seu alicerce
moral, passando a viver conforme sua própria consciência e suas próprias paixões. - Sendo justificados gratuitamente pela sua graça: Antes éramos injustos, vivíamos no
pecado. A partir do momento em que nos arrependemos de nossos erros e
aceitamos o sacrifício de Jesus Cristo por nós, Deus nos justifica.
Esse ato, portanto, possui duas características básicas:
● É externo a nós: não há nada que possamos fazer para merecer tal justificação.
● É gratuito: Deus não nos cobra nada em seu ato de nos justificar. Dízimos, ofertas,
sacrifícios não compram salvação. - Por meio da redenção que há em Cristo Jesus: Como caídos, estávamos escravos
do pecado, porém, Cristo, por meio do seu sacrifício, pagou um alto preço para nos
resgatar da morte para a vida eterna.
Paulo afirma, porém, que Jesus Cristo foi o mais perfeito sacrifício propiciatório, oferecido
pelo próprio Deus, mostrando como Ele sempre teve o interesse de se relacionar com a
humanidade. O sacrifício havia sido feito para judeus e gregos, bastando a fé para que a
justiça divina lhes fosse imputada.
Conclusão: A virtude que aprendemos é a liberdade em Cristo: viver sem condenação, com
confiança na graça e disposição para partilhar o amor de Deus com todos.
Repita para si mesmo: Eu sou livre em Cristo. Amém. - Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos.
Estudo
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ESTUDO | O Evangelho X Corrupção: Ontem e Hoje – Lição 01
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